quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Preguiça danada

Preguiça de explicar pra ver se eu entendo.
Cansaço normal, do tempo comendo, o mundo girando e eu correndo.
Vou dormir.
Preguiça de ir dormir...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

mundinho ordinário

Fui me pesar, a balança estava desligada. “Não precisa ligar não moço, melhor assim”. Eu continuo adorando a sensação de estar certa, mas parei com a chatice do eu-te-disse. A vida é mesmo interessante: a cada dia uma nova descoberta! Um dia é uma mancha marrom que surge na sua bochecha. Outro dia é uma linha a mais no seu pescoço. Outro dia ele diz que tem uma semi-namorada. É mais seguro gritar por dentro. Outro dia, disse durante o almoço que odeio lentilha. Meu pai sempre se ofende com essas coisas. Na mesma noite, ofereci chá gelado pra uma criança: “Que nojo! Eu odeio chá gelado!”, ela disse. E só assim eu percebi o quanto sou ridícula. Os meus finais de semana não têm sido melhores do que os dias úteis há séculos. Ou eu me viciei em trabalho ou a minha vida está muito chata. Ou as duas coisas. O meu avô que sapateava morreu e eu escolhi a sala do velório. Eu levei as roupas e a dentadura. Eu fiz orçamento de caixão e flores. Eu levei a viúva. Eu recebi o colchão d´água furado que ficou no hospital. Eu fiz uma cerimônia budista na qual o único membro da família presente era eu. Mas o que é qualquer sofrimento idiota da nossa vida medíocre perto da cegueira. Perto do mal de alzheimer. Perto da fome. Perto da miséria. Somos nada. Pra que vaidade? Se as pessoas enxergassem a alma umas das outras, o mundo seria tão melhor. Dói o coração pensar nisso. Mas o que é a minha dor diante de uma simples constatação perto da cegueira. Perto do mal de alzheimer. Perto da fome. Perto da miséria. Somos nada. Pra que vaidade? Se as pessoas enxergassem a alma umas das outras, o mundo seria tão melhor. Dói o coração pensar nisso. Mas o que é a minha dor diante de uma simples constatação perto da cegueira.

 

 

 

 

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Re-beldia

Hoje não estou com vontade de ser simpática, nem de procurar a melhor solução, nem de pensar no que vou dizer, nem de agüentar brincadeirinhas, nem de ter paciência, nem de meditar, nem de tolerar aquele mantra que fica ecoando na minha nova cabecinha zen, nem de fingir que eu não sei que estão querendo me sacanear, nem de suportar gente que me incomoda só pelo fato de existir. Não estou com vontade de nada muito controlado. Hoje sou só instinto, cão raivoso. Escrever isso me fez descobrir o óbvio: tpm, claro.

sábado, 13 de setembro de 2008

O desespero

Tá, eu sei que a concorrência tá braba pra gente e que o mundo tá assim:




Mas não vá casar com um merda só por causa disso!



(vai falar que você não conhece uma dúzia bostas como esse e outra dúzia de infelizes iguaizinhas a essa?)