terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alexandre Frota pelado, ao vivo

Ontem eu vi o Alexandre Frota peladão, e não foi num dos pornôs dele não, foi ao vivo! Calma, calma, que o homem é casado e não “passou o cerol” em mim. Explico.

Fui ver a estreia do stand-up terapêutico do cara, o “Identidade Frota”. E posso dizer que o que realmente me impressionou foi sua coragem: não por divulgar episódios de bastidores e opiniões pessoais agressivas sobre algumas celebridades, mas por se mostrar e, de forma tão honesta, botar a cara à tapa. Isso sim é nudez!

No espetáculo, ele conta de seus tempos áureos na Rede Globo, de sua decadência e de como soube se reconstruir depois de tudo o que destruiu por não ser “blindado” na época de seu auge. Não posso dizer que achei bacana tudo o que ele disse ali. Não gosto, por exemplo, quando um homem expõe uma ex-namorada, mesmo que ela mereça. Também não gosto quando falam mal do prato que comeram. Sei lá, tenho esse lado “é-as-mulheres-obá” em mim, que sempre vai se doer pelas outras.

Tirando isso, achei bonito. O cara é de verdade. Tem uma vida de verdade. Fez merda, limpou, nasceu, brilhou, apagou, ressurgiu e se fortaleceu. E eu adoro gente de verdade, sabe? Gente que renasce, gente que apanha da vida, não tem vergonha disso, e tem força pra brilhar de novo. No começo rola um vídeo com uma retrospectiva, musiquinha do Cranberries, impossível não se emocionar. Nem precisava daquela poesia do Oswaldo Montenegro no final, porque metade de mim gostou, e a outra metade também.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mas que nada

Descobri que muita gente me considera louca.
Para outros,
poucos,
sou careta, certinha demais.
Já me chamaram de chique, elegante, fina, interessante,
mas me tacharam vulgar, desengonçada, prepotente e arrogante.
Já me julgaram insubordinável, uma pobre coitada,
adorável, um monstro, um doce, uma cilada.
Eu descobri que sou tudo isso e sou mais:
sou nada. Absolutamente nada.

Você sempre vem

Pode passar um, dois, três meses. Pode chegar a passar quase um ano sem que você apareça. Mas chega um dia, um dia em que eu não espero nadica de nada mais do que o sono tranquilo dos justos, um dia em que pode estar tudo indo muito mais do que bem e, de repente, à noite, você simplesmente vem.

Vem com seu amor, seu encanto e traz tanta coisa que eu nem sei. A família, a história interrompida e quase esquecida. O beijo quente, o abraço apertado de corpo inteiro colado, que dura uma eternidade. O choro contido, a dança, as cores, a chuva, o cinza, o calor, o ciúme, a dor e a paz. Você traz a praia, os cachorros, as árvores e todo o cenário. Você traz o roteiro, o diálogo. Você traz a magia, que às vezes me falta tanto, que eu chego a pensar que nem existe mais.

Não penso em você. Não que eu saiba. Mas tem dia que, à noite, você vem. Você sempre vem.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Achados e perdidos em bloquinhos antigos

Hoje eu tô trocando o caminho.
Hoje eu tô mudando de ideia.
Uma velha vida pode ser nova de novo.
Uma nova vida pode ficar logo velha.

16/06/2011

domingo, 18 de setembro de 2011

quando fecho os olhos por fora, abro-os para dentro.
pra fora é só surpresa. por dentro, só lamento.
quanto mais fecho os olhos pra não ver,
mais meus olhos me atormentam.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011



Crua
Otto
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Há sempre um lado que pesa e um outro lado que flutua. Tua pele é crua. É crua.
Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança...
Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói.
E ter que acreditar num caso sério e na melancolia que dizia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia de noite e de dia.
Mas naquela noite que eu chamei você fodia, fodia.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011