domingo, 20 de fevereiro de 2011

A natureza humana e seus fenômenos

"No que você está pensando agora?" me pergunta o Facebook. Errrr, senta aê que eu vou te contar... Sabe fim de relacionamento? Sabe quando a gente é abandonada e não sabe o que fazer pra esquecer, e aí a gente passa a odiar aquele ser que nos deixou, mais do que tudo no mundo? A gente chora, grita, fala pra ele ir embora, sumir da nossa vida e nunca mais voltar (sendo que ele mesmo já havia tomado essa decisão e só estava ali, dizendo tchau e arrumando as malas)... É natural, é do ser humano. A gente odeia pra se proteger da dor. A raiva cura, a raiva toca a nossa vida pra frente, ajuda a virar a página! O ódio liberta! A gente machuca o outro, no finalzinho, pra sair por cima. A gente insulta, diz que ele nem era tão bom de cama assim e que fingiu todos os orgasmos, a gente joga as roupas dele pela janela. A gente magoa pra se sentir menos magoado. A gente é babaca pra caralho.

A gente tem que entender que as coisas não são eternas. E que as pessoas são livres para viver novas histórias. A gente tem que se desapegar, e não precisa do ódio pra isso. A gente precisa é de compaixão, em primeiro lugar. Se você ama tanto aquela pessoa, quer que tudo de bom aconteça pra ela. Que ela seja feliz, seja como for, com ou sem você. É duro pra nossa cabecinha ocidental entender esse tipo de pensamento, mas amor de verdade é isso. O resto é apego. E mesmo que a gente não consiga, porque de Buda a gente não tem nada, está ok sentir raiva, é autêntico, é digno. Mas tudo isso sem esquecer o respeito pelo outro, sem desrespeitar a historia que a gente viveu junto. E isso serve pra qualquer tipo de relacionamento.

É nisso que eu estou pensando, sabe, Facebook?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

La verdad

É que eu tô engaiolada, cantando 'feliz' pro meu dono me dar mais alpiste. Torcendo pra ele esquecer a portinha aberta por um segundo e... entende?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'Tanto no pessoal quanto no profissional...'

Público, privado, profissional, pessoal. Qual o limite de cada coisa no mundo hiperconectado e wireless em que a gente vive hoje?! Um ser sem fronteiras é aquele que vive tudo ao mesmo tempo agora: acessa o email do trabalho em casa, e o pessoal na agência, por exemplo.

Quando a gente gosta do que faz, trabalha o tempo todo, a ponto de confundir labuta com lazer e vice-versa. Porque você tem tesão no que faz, acaba sendo rodeado por pessoas que sentem como você, e com as quais tem real afinidade - ao contrário do que acontece quando você tem um trabalho qualquer e acaba criando laços com as pessoas apenas por força das circunstâncias. Quando você ama o que faz, confunde chefe com amiga e até mesmo dupla com par!

Difícil separar. Muito difícil.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O que é o novo otimismo pra você?

Pra mim, continua sendo a boa e velha autoajuda. E autoajuda pode ser tudo, qualquer coisa que te ajude a ver a vida de uma forma mais... digamos... confortável. Filosofia é autoajuda. Quando Nietzsche diz "Torna-te quem tu és" e tantas outras coisas, está ou não contribuindo pra que cada um trabalhe sua própria essência e seja cada vez mais inteiro e feliz?

Horóscopo, por que não? Horóscopo também ajuda. Uma previsão lida na sua manhã - mesmo podendo ela ter sido atribuída ao seu signo randomicamente por um estagiário qualquer - pode dar um toque, aliviar, preparar o seu dia e evitar que você perca a paciência numa hora de stress, ou tome uma atitude radical, no calor do momento de uma discussão no trabalho, por exemplo.

Deepack Chopra, que eu sigo no twitter, diz tantas coisas ótimas. Mal não faz. Só ajuda. Auto-ajuda. Positiva a vida. A última dele que gostei, mudou o meu dia: "What does it mean to grow? It means letting life be new at any moment." Ou seja: se você está com medo de arriscar, está com medo de crescer. Não tema! Cresça! Mensagem otimista que motiva, movimenta, encoraja, faz bem!

As religiões, em geral, todas elas, trazem mensagens muito positivas de amor que têm o poder de mudar a vida! Acreditar em um santo, fazer uma promessa, ir à uma missa, se emocionar com a música da igreja ou com alguma palavra. Visitar um templo budista, entender a mente humana, 'buscar o conhecimento' e razão para as coisas serem do jeito que são. Tomar um passe, acender uma vela, rezar para o anjo da guarda, acreditar. É exatamente isso. New optmism é acreditar! Obama que o diga, com seu "yes, we can!".

Tentar viver melhor, acreditar que é possível, buscar todas as referências positivas para que a sua mudança seja possível, isso é new optmism. Um grafite na rua, um post no twitter, uma música, uma imagem, um sonho, um dia na cachoeira, um cachorro, dois ou três, o amor, o beijo, o gesto de carinho, o cuidado e os planos. Isso é new optmism!

Se você acredita que ao acordar, se puser o seu pé direito no chão primeiro, o seu dia vai ser melhor, por que pisar com o pé esquerdo? Escrever o seu desejo no teto, pra visualizar toda noite antes de dormir e mentalizar, e quem sabe, conseguir. Otimismo+Determinação+TrabalhoDuro = Sucesso! Isso funciona e muito!

Não dá pra fechar os olhos para a realidade, que as vezes é dura. Na maioria das vezes, aliás. Mas dá pra tentar ver oportunidades na crise, dá pra tentar sair do buraco e ser feliz, todos os dias. Amanhã vai ser melhor, mas hoje não está ruim.
Pense nisso!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vá se regozijar!

Não dá pra ficar triste pelos mesmos motivos a vida inteira. E não há terapia que faça você exorcizar o seu passado, quando ele continua batendo à sua porta, de maneiras diferentes, sempre. Trabalhar os próprios traumas é como lapidá-los: cada vez mais, eles voltam menos perceptíveis a olho nu. Ou, de nu, o olho não tem nada. O olho vem vestido com suas roupas delusórias que nos impedem de ver a vida como ela é, de verdade. Ou não. A gente não sabe a intenção do outro. A gente não tá lá dentro da mente dele pra saber. E não adianta jurar que sabe, sim. A gente não sabe nada. E quer saber? Melhor assim. Pra que se preocupar se o que de pior você pensa que o outro pensa, pode ser ainda pior do que você imagina? Deixa pra lá...
Assim também é com a alegria. Feliz, você se expande, quer compartilhar com o mundo. Você quer gargalhar e espalhar felicidade por aí. Mas, calma, calma, foguentinha, não é todo mundo que tá preparado pra regozijar.
Regozijar. Adoro essa palavra. Pena que nem todo mundo conheça seu significado. No budismo, é se alegrar com a felicidade do outro. No dicionário é só alegrar-se, por qualquer motivo.
Independente do significado, não dá vontade de mandar as pessoas se regozijarem, de vez em quando?! Porque 'regozijar' parece um palavrão. Aí, você manda a pessoa pra´quele lugar: "Vá se regozijar!", e na verdade, tá mandando é ela ser feliz!

É isso: regozije-se!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A luz, a água e as coisas do novo lar

A casinha nova é iluminada! Sim, o clima é bom, a energia flui, tá tudo lindo, mas quando eu digo que a casa é iluminada(!), quero dizer que é luz até demais!

Primeiro, que não há a menor chance de ficar rolando na cama até um pouco mais tarde no feriado. O sol começa a bater na sua cara às 6 da manhã. 6h15 você já está alerta. Às 7h30, você desiste de lutar: senta na sua linda poltrona florida e pega o notebook. O sol vem diretamente no seu rosto, de forma que você não consegue manter os olhos abertos para ver o que se passa na telinha. Então muda de poltrona e fica de costas para o sol. Advinha o que acontece? O sol bate na tela, é claro, e o que você vê é apenas o seu reflexo. Ou seja, não adianta. Tem coisa que não é apenas questão de ângulo. Tem coisa que simplesmente não dá!

Então seguimos assim: o dia me tira da cama à tapas, a luz me tira do sofá aos pontapés e me joga direto no chuveiro, que invariavelmente se desliga, deixando a água geladaça em torno de 7 minutos após o início do banhinho gostoso. A vida me dá uma ducha de água fria todo dia de manhã e me obriga a viver. E é por isso mesmo que eu gosto tanto dela, sabe? Bate que eu gamo!

...

Tchau, que eu vou direto pro banho que começa quente e termina frio. Choque térmico? Nâo. É o calafrio da vida pulsando por aqui. Bom dia!