terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sara and the seed





Vale a pena conferir esta graphic novel espetacular, de Ryan Andrews. Online, na íntegra:



http://www.ryan-a.com/comics/sarahandtheseed01.htm

domingo, 29 de janeiro de 2012

Jazz, no fundo

Ele não sabia nada de nada da vida, mas acreditava que, como 'consultor', entendia de tudo, muito. Pra tentar me impressionar, resolveu achar que era mestre em testes vocacionais e jurou, de pés juntos, que eu tinha tudo pra ser música. ´Com toda a certeza desse mundo, você toca algum instrumento' sugeriu, profeticamente.
Do alto da minha pedreirice offline, respondi:
- Toco sim. Toco corações.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Residual de Noel

o Natal passou e o amor perdura. esse sentimento que transforma, que salva, que cura. é isso que é Deus. o amor e a loucura.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pronto, passou.

O meu encantamento com o Minhocão debaixo d´água durou apenas até a próxima poça. Acho que estava tocando a minha música preferida no rádio e eu achei tudo lindo. Tudo aquilo de que eu fugi há 8 meses. É que eu ainda não tinha voltado à velha rotina trabalho – casa – trabalho. Aqui é assim: more você a 5, 10, 15 ou 20 km do seu trabalho, não há forma de fazer o percurso em menos de uma hora. Isso também é São Paulo e essa parte não tem absolutamente nada a ver comigo.

O meu sonho de consumo não é ter o carro dos carros, nem a mansão das mansões, nem fazer a viagem das viagens. O meu sonho de consumo é morar perto do trabalho e ir trabalhar à pé. Isso, sim, é luxo, poder e riqueza. Sair de casa às 10 pras 10 e chegar às 10 à minha mesa, sem sofrer. Sair do trabalho e chegar em casa disposta pra um cinema, academia, jantarzinho ou festa.

Well, mais uma vez estou batalhando para que aconteça. Sem isso, São Paulo volta a ser uma cidade cronicamente inviável e humanamente inabitável.

domingo, 6 de novembro de 2011

Só no Minhocão

Agora eu sou uma Mulher de Domingo. Mas não é todo domingo, não. Só de vez em quando!


Domingo, segunda, São Paulo…
06/11/2011 | 09:00 | VISITA DE DOMINGO | ATUALIDADES | VISITA DE DOMINGO

Estreia hoje na seção Visita de Domingo a publicitária paulistana Renata Gervatauskas. Sobre ela mesma, diz o seguinte: “Fui pra Portugal, perdi o lugar, mas tô comprando ingresso pra pista VIP na mão dos cambistas”. No post de hoje, ela declara seu amor a São Paulo – e dá sua lista de canções feitas para um domingo.


Sei que hoje é domingo, e que você provavelmente acordou sem pressa, num dia lindo – ou chuvoso, tanto faz – com seu cachorro lambendo seu rosto, seu filho puxando seu edredon, ou seu amor te cutucando daquele jeito gostoso e preguiçoso que só as manhãs de domingo permitem (ou sozinha e tristonha, lembrando de como era bom acordar desse jeito!). Mas não é desse tipo de manhã deliciosa que eu quero falar. Eu quero falar é da manhã de amanhã, a temida segunda.

Porque hoje, enquanto eu escrevo esse post, ainda é segunda-feira. E hoje, em São Paulo (lembra da segunda passada? Faz um rewind aí. Pronto. É dela que eu escrevo, direto do túnel do tempo), tá fazendo aquela segundona típica paulistana. Chuvinha que não molha direito, mas para a cidade inteira. Aquele trânsito de matar, o asfalto liso que derruba motoqueiros, sabe? É nesse dia que eu estou.

E você pode me chamar de mulher de malandro, mas tenho que confessar: eu goooooooooooooooooooooostcho! São Paulo é um tapa na cara por minuto, mas em se tratando desse lugar, um tapinha não dói (e deve até fazer crescer os peitos, como divulgou uma panicat recentemente, rs). Você pode achar a coisa mais estranha do mundo, mas toda vez que fico muito tempo fora daqui e volto, só consigo me sentir em casa de novo quando passo dirigindo, atrasada, em cima do Minhocão, em dia de garoa, com o som ligado, o retrovisor todo pingado, o parabrisas fazendo fink-fink na minha frente, o trem das motos passando atormentado, ao lado (os motoqueiros se enfileiram entre uma pista e outra e passam como loucos, anunciando sua chegada com infindáveis bi-bi-bi´s, e ai de você se triscar um pouquinho pra fora do trilho virtual que se forma ali: adios retrovisor!). Sim. É uma selva. E se isso é uma selva, eu sou uma gorila enorme que bate no peito e grita de prazer quando tá solta na floresta! É. É daqui que eu sou. É aqui que eu sou. Como todo bom paulistano, eu também tenho o sonho da pousada em Floripa, e já experimentei uma vida simples na Europa. Mas não tem jeito. É aqui que eu sou mais eu. Pelo menos por enquanto.

A segunda cinza, assim, como está hoje, em São Paulo, faz com que eu me sinta plena. É como réveillon. É a chance de um fresh new start toda semana. Quando der meia noite, hoje, não tema. Feliz semana nova. Feliz vida nova.

E pra não dizer que eu tô apressando a vida e tirando o prazer da sua manhã de domingo (que é o momento que eu mais gosto na semana, mas só quando estou amando e sendo amada), tenha um ótimo dia e, se quiser uma trilha sonora bem gostosinha pra não fazer nada o dia todo e nem lembrar que existe são Paulo, segunda-feira e chuva, aí vai a minha listinha.

Aperte o play e divirta-se.

Renata tem blog e twitter

http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/11/06/domingo-segunda-sao-paulo/

http://www.youtube.com/playlist?list=PL299712ED46D79E05

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Se eu fosse começar hoje 1

Se eu fosse começar hoje*, eu diria que estou há 2 dias sem fumar, depois de um pedido que fiz ao meu terapeuta (que é uma espécie de Dr. House, de bengala e tudo, só que interpretado pelo Morgan Freeman, com aquela voz de Deus e tudo). Finalmente pedi pra ele me tirar esse vício maldito e outros pequenos hábitos nocivos (coisinhas que faço com freqüência, só pra me matar aos poucos). Ah, ele é hipnólogo.

Você poderia pensar ”olha que máximo, funcionou!”, mas se eu disser pra você que vou lá há 2 meses e que jamais contei a ele que fumava, e que no dia anterior à consulta eu já havia conseguido não fumar, e que só pedi a ele que apertasse o botãozinho do “no smoking” quando eu estava realmente determinada a parar, você vai perceber que não tem botãozinho, nem “dorme, dorme” no estilo Fábio Puentes que resolva. Quer dizer, ter tem, mas quem aperta o botão e sopra no ouvidinho é a gente mesmo, não tem jeito.

Claro que ajudou muito o fato de eu ter recebido uma notícia boa e definitiva sobre trabalho, depois de 2 meses de incertezas e ansiedade. Ajudou também o argumento dele, e se isso ajudar alguém, aí vai: você tem direito às coisas boas. Simples assim. Você não precisa acabar com o seu dia lindo fumando um cigarro. Eu sou bem dessas: às vezes tenho aquele dia mega produtivo, em que acordei cedo sem sofrimento, consegui comer coisas saudáveis, tive pique pra ir caminhar ou fazer uma aulinha de yoga depois do trabalho e tals, aí, chego em casa, sento na poltrona florida e, puff-puff, como diria a Lita Ree. Lá se vai meu dia leendo.

Tava tudo tão bem, pra que estragar? Pois é assim que eu sou, geralmente. Sorte minha ter percebido que esse papo Gabriela de “vou ser sempre assim” é tão anos 70, né? Por favor. Vamos parar de fumar. Vamos parar de fazer merda com a gente. Vamos parar com autossabotagem e com essas coisas idiotas que a gente faz só pra caber no rótulo de loser que a gente mesmo se impõe. Chega.



* Mistééééééério

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Alexandre Frota pelado, ao vivo

Ontem eu vi o Alexandre Frota peladão, e não foi num dos pornôs dele não, foi ao vivo! Calma, calma, que o homem é casado e não “passou o cerol” em mim. Explico.

Fui ver a estreia do stand-up terapêutico do cara, o “Identidade Frota”. E posso dizer que o que realmente me impressionou foi sua coragem: não por divulgar episódios de bastidores e opiniões pessoais agressivas sobre algumas celebridades, mas por se mostrar e, de forma tão honesta, botar a cara à tapa. Isso sim é nudez!

No espetáculo, ele conta de seus tempos áureos na Rede Globo, de sua decadência e de como soube se reconstruir depois de tudo o que destruiu por não ser “blindado” na época de seu auge. Não posso dizer que achei bacana tudo o que ele disse ali. Não gosto, por exemplo, quando um homem expõe uma ex-namorada, mesmo que ela mereça. Também não gosto quando falam mal do prato que comeram. Sei lá, tenho esse lado “é-as-mulheres-obá” em mim, que sempre vai se doer pelas outras.

Tirando isso, achei bonito. O cara é de verdade. Tem uma vida de verdade. Fez merda, limpou, nasceu, brilhou, apagou, ressurgiu e se fortaleceu. E eu adoro gente de verdade, sabe? Gente que renasce, gente que apanha da vida, não tem vergonha disso, e tem força pra brilhar de novo. No começo rola um vídeo com uma retrospectiva, musiquinha do Cranberries, impossível não se emocionar. Nem precisava daquela poesia do Oswaldo Montenegro no final, porque metade de mim gostou, e a outra metade também.