quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'Tanto no pessoal quanto no profissional...'

Público, privado, profissional, pessoal. Qual o limite de cada coisa no mundo hiperconectado e wireless em que a gente vive hoje?! Um ser sem fronteiras é aquele que vive tudo ao mesmo tempo agora: acessa o email do trabalho em casa, e o pessoal na agência, por exemplo.

Quando a gente gosta do que faz, trabalha o tempo todo, a ponto de confundir labuta com lazer e vice-versa. Porque você tem tesão no que faz, acaba sendo rodeado por pessoas que sentem como você, e com as quais tem real afinidade - ao contrário do que acontece quando você tem um trabalho qualquer e acaba criando laços com as pessoas apenas por força das circunstâncias. Quando você ama o que faz, confunde chefe com amiga e até mesmo dupla com par!

Difícil separar. Muito difícil.

2 comentários:

Daniela Feoli disse...

Aproveito para trazer a questão que no ano passado a @alenahra trouxe no seu blog, que recomendo: http://www.typewriter.com.br/drupal/drupal-6.0/node/55
O post dizia: o trabalho é overrated
Acho que o foco que nossa geração tem dado ao trabalho já ultrapassou os limites do saudável, ou natural. Eu sempre fui meio workahollic, mas hoje confesso que não é no trabalho que busco minha realização. O trabalho me dá o sustento, se for bom e feliz - e será - melhor! Mas realizar-me não é me encher de virilidade e masculinidade e me tornar uma bela bem vestida executiva que, apesar da boa produção, parece que tem testosterona ali.
Somos mulheres, podemos e devemos pegar mais leve. Que tal um curso de jardinagem no Ibira, ou de barista; tenho uma grande amiga @cintiadumiense que deixou a publicidade e virou chef de cozinha. Simplesmente porque um dia, de saco cheio da vida que levava, lembrou-se de que o que mais gostava de brincar na infância e adolescência, era cozinhar e pedia à sua avó panelas de aniversário. Hoje é uma grande chef, que está aproveitando um pouco a vida com o maridão em Madri.
Temos muitas escolhas ainda, nada está perdido e nem tudo é trabalho.

Renata Oxendorff disse...

eu concordo com você e com a @alenahra, Dani, mas o meu buraco é um pouco mais embaixo. eu namoro o meu dupla e minha chefe acabou se tornando uma das minhas melhores amigas. fica difícil não conversarmos sobre o trabalho estando fora. fica difícil não falarmos de fora, estando dentro. é tudo uma coisa só. e é muito difícil. mesmo. parece que agora as coisas estão entrando nos eixos, mas sempre há algo escorregando dos limites... treino, tem que ter treino! adorei o seu comentário. beijos,