quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Mais uma de dor

Prego por prego, desde o começo, tudo estrategicamente planejado. Tudo errado. Como é que eu consigo ser tão equivocada? Inadequação recorrente, é isso o que sinto. Além de me pregar sozinha, ainda erro a martelada e acerto os próprios dedos, em vez dos pregos. De novo e de novo. Como pregar uma verdade em que eu mesma não acredito? Nunca aprendi nada. Cega, burra, estúpida. Traumatizo duplamente: pela repetição e pela intensidade. Muitos golpes, todos muito fortes. Alguma luz: própria imagem distorcida, refletida no espelho do teto. Uma confusão de ego com amor próprio. A morte. A ressureição.

(Desenho de Orlando Pedroso)

3 comentários:

Cíntia Freitas disse...

Somos fortes e deserramos sempre que possivel. Calma.

Alexandre disse...

Foi; e tô de olho.
E o desenho, bom; o Orlando dispensa comentários.

Si disse...

Rê querida, é o circuito vida-e-morte. É a porra do tal renascimento que a gente, na hora, acha que não devia existir. A gente erra mesmo, enfia a cara na lama, se descabela, mas depois levanta e vai tomar um banho. Dorme um soninho e depois, pouco depois, vai pra vida outra vez.
Beijo querida. Estarei or aqui no feriado.