domingo, 7 de outubro de 2007

Ninguém se deslumbra o bastante

Ninguém me disse que era tão maravilhoso quanto realmente é. Ninguém me encheu o saco o suficiente pra eu acreditar e entrar no despero de querer ver o mais rápido possível. Se tivessem me falado do Museu da Língua Portuguesa da mesma forma que fizeram com Tropa de Elite, talvez eu tivesse acreditado. Quanto tempo perdido. Acho que é porque a palavra "museu" tem um peso que não condiz com o que é o lugar. Aquilo é um universo de sensações, uma viagem, um sonho, um mergulho no mundo das palavras. Museu é coisa do passado. O lugar devia se chamar Apoteose da Língua Portuguesa.

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"Não facilite com a palavra amor. Não a jogue no espaço, bolha de sabão. Não se inebrie com o seu engalanado som. Não a empregue sem razão acima de toda a razão (e é raro). Não brinque, não experimente, não cometa a loucura sem remissão de espalhar aos quatro ventos do mundo essa palavra que é toda sigilo e nudez, perfeição e exílio na Terra. Não a pronuncie."

O Seu Santo Nome - Carlos Drummond de Andrade

3 comentários:

Andreas disse...

Tb é o meu lugar predileto para passar horas!

Si disse...

A exposição sobre Grande Sertão Veredas foi maravilhosa! Já a da Clarice eu não gostei tanto, provavelmente pq a concepção introspectiva (inúmeras gavetas) não combina mto com mtas pessoas afoitas querendo ver tudo ao mesmo tempo... mas este museu em si é uma idéia bastante moderna.
Bj

Alexandre disse...

O museu é na Luz, lugar melhor nãp há; fico feliz que tenha me adicionado, e pretendo fazer o mesmo com você. Além disso, ia ser interessante se a gente sentasse em algum canto para botar a prosa em dia. Teríamos muito o que falar. Beijos